{"id":12578,"date":"2017-08-28T22:23:05","date_gmt":"2017-08-29T01:23:05","guid":{"rendered":"http:\/\/thir.com.br\/portal\/?p=12578"},"modified":"2017-08-28T22:24:52","modified_gmt":"2017-08-29T01:24:52","slug":"pai-nosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/thir.com.br\/portal\/2017\/08\/28\/pai-nosso\/","title":{"rendered":"Pai nosso"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Jesus de Nazar\u00e9, durante os poucos anos em que emprestou Sua presen\u00e7a amiga aos sofredores e ignorantes da Terra, foi visto muitas vezes orando.<\/p>\n<p>Um dia, um dos Ap\u00f3stolos rogou a Ele, com desejo sincero de aprender:\u00a0<em>Mestre, ensina-nos a orar<\/em>.<\/p>\n<p>E Jesus, elevando o pensamento, ensinou a mais bela s\u00edntese de como se deve fazer uma prece, proferindo a ora\u00e7\u00e3o dominical, mais conhecida como\u00a0<em>Pai nosso<\/em>.<\/p>\n<p>Considerando todos os demais ensinamentos do Cristo, podemos perceber em Sua ora\u00e7\u00e3o mais que uma simples prece, mas um roteiro seguro do qual podemos extrair profundas li\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando Ele diz\u00a0<em>Pai nosso<\/em>, evoca o Criador com suprema humildade e submiss\u00e3o, como quem busca a prote\u00e7\u00e3o Divina de alma aberta. No entanto, ser\u00e1 in\u00fatil dizer:\u00a0<em>Pai nosso<\/em>, se meus atos me desmentem e meu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre fechado aos apelos do amor fraternal.<\/p>\n<p>Quando Ele diz,\u00a0<em>que estais nos c\u00e9us<\/em>, reconhece a supremacia e a grandeza do Senhor do Universo, que a tudo governa com extrema sabedoria. Mas de nada valer\u00e1 dizer:\u00a0<em>que estais nos c\u00e9us<\/em><strong>,<\/strong>\u00a0se meus olhos s\u00f3 percebem as coisas materiais e meus valores s\u00e3o bem terrenos.<\/p>\n<p>Quando Jesus fala,\u00a0<em>santificado seja o vosso nome,\u00a0<\/em>demonstra o respeito e a venera\u00e7\u00e3o pelo Ser Supremo. Todavia, se s\u00f3 busco Deus por formalidade e O nego sistematicamente nos m\u00ednimos gestos, n\u00e3o adianta dizer: santificado seja o vosso nome.<\/p>\n<p>Quando Jesus roga: venha a n\u00f3s o vosso reino, Sua alma se abre para nos ensinar que o reino de Deus est\u00e1 dentro de cada um e que para encontr\u00e1-lo \u00e9 preciso buscar com todas as for\u00e7as.<\/p>\n<p>Mas, se gasto a maior parte do meu tempo construindo um reinado de apar\u00eancias e futilidades, ser\u00e1 in\u00fatil dizer: venha a n\u00f3s o vosso reino.<\/p>\n<p>Quando Jesus profere as palavras: seja feita a vossa vontade, submete-Se fielmente ao Pai, confiante em Suas soberanas Leis. Entretanto, ser\u00e1 in\u00fatil dizer seja feita a vossa vontade se, em verdade, o que eu quero mesmo \u00e9 que todas as minhas vontades e os meus desejos mesquinhos se realizem.<\/p>\n<p>Jesus pede:\u00a0<em>o p\u00e3o nosso de cada dia nos dai hoje<\/em>. Sua rogativa \u00e9 de um filho agradecido, que reconhece a miseric\u00f3rdia e a provid\u00eancia Divinas. Mas direi em v\u00e3o,\u00a0<em>o p\u00e3o nosso de cada dia nos dai hoje<\/em><strong>,<\/strong>se nada fa\u00e7o para conquistar o p\u00e3o que me d\u00e1 o sustento ou, se o possuo em abund\u00e2ncia e desprezo aqueles que padecem fome e frio.<\/p>\n<p>Jesus fala:<strong>\u00a0<\/strong><em>perdoai as nossas ofensas, assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido.<\/em>\u00a0Neste pedido ensina uma Lei simples e imut\u00e1vel que estabelece o perd\u00e3o como condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para se ser perdoado.<\/p>\n<p>No entanto, se injusto, gosto de oprimir os mais fracos, desprezo as m\u00ednimas regras de solidariedade, e guardo toda m\u00e1goa como um tesouro precioso, ser\u00e1 in\u00fatil dizer:\u00a0<em>perdoai as nossas ofensas, assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido<\/em>.<\/p>\n<p>Ao rogar ao Pai:\u00a0<em>n\u00e3o nos deixeis cair em tenta\u00e7\u00e3o<\/em><strong>,\u00a0<\/strong>Jesus nos convida a buscar o amparo do Alto para as nossas inten\u00e7\u00f5es de autossupera\u00e7\u00e3o, de renova\u00e7\u00e3o \u00edntima, de constru\u00e7\u00e3o do homem novo.<\/p>\n<p>Mas, de nada adiantar\u00e1 dizer:<strong>\u00a0<\/strong><em>N\u00e3o nos deixeis cair em tenta\u00e7\u00e3o<\/em><strong>,\u00a0<\/strong>se atendo os apelos \u00edntimos dos instintos inferiores que teimam em comandar os meus atos, afastando-me do caminho do bem.<\/p>\n<p>Jesus solicita ao Criador:\u00a0<em>livrai-nos do mal<\/em><strong>.\u00a0<\/strong>Um ensinamento valioso para todos aqueles que buscam agir com retid\u00e3o e desejo sincero de n\u00e3o se afastar das soberanas Leis de Deus.<\/p>\n<p>Todavia, ser\u00e1 in\u00fatil dizer:\u00a0<em>livrai-nos do mal<\/em><strong>&#8230;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Se por minha livre vontade busco os prazeres materiais, e tudo o que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito me seduz.<\/p>\n<p>E, por fim, ser\u00e1 in\u00fatil dizer:<strong>\u00a0<\/strong><em>am\u00e9m<\/em>\u00a0ou,\u00a0<em>\u00a0assim seja<\/em>, se admito que sou assim e alego fraqueza para alterar meu mundo \u00edntimo, nada fazendo para melhorar a minha condi\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p align=\"center\">*\u00a0\u00a0 *\u00a0\u00a0 *<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Importante atentar para a grandeza dos ensinos do Sublime Galileu.<\/p>\n<p>Atendendo a um simples pedido de um Ap\u00f3stolo, Jesus legou \u00e0 Humanidade um roteiro que poder\u00e1 nos conduzir com seguran\u00e7a na escalada para a autorrealiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Basta que procuremos seguir esse roteiro com disposi\u00e7\u00e3o e coragem e, acima de tudo, com muita vontade.<\/p>\n<p>Pensemos nisso.<\/p>\n<p align=\"right\"><em>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita\u00a0<\/em><br \/>\n<em>Em 22.12.2010.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Jesus de Nazar\u00e9, durante os poucos anos em que emprestou Sua presen\u00e7a amiga aos sofredores e ignorantes da Terra, foi visto muitas vezes orando. Um dia, um dos Ap\u00f3stolos rogou a Ele, com desejo sincero de aprender:\u00a0Mestre, ensina-nos a orar. E Jesus, elevando o pensamento, ensinou a mais bela s\u00edntese de como se deve fazer uma prece, proferindo a ora\u00e7\u00e3o dominical, mais conhecida como\u00a0Pai nosso. Considerando todos os demais ensinamentos do Cristo, podemos perceber em Sua ora\u00e7\u00e3o mais que uma simples prece, mas um roteiro seguro do qual podemos extrair profundas li\u00e7\u00f5es. Quando Ele diz\u00a0Pai nosso, evoca o Criador com suprema humildade e submiss\u00e3o, como quem busca a prote\u00e7\u00e3o Divina de alma aberta. No entanto, ser\u00e1 in\u00fatil dizer:\u00a0Pai nosso, se meus atos me desmentem e meu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre fechado aos apelos do amor fraternal. Quando Ele diz,\u00a0que estais nos c\u00e9us, reconhece a supremacia e a grandeza do Senhor do Universo, que a tudo governa com extrema sabedoria. Mas de nada valer\u00e1 dizer:\u00a0que estais nos c\u00e9us,\u00a0se meus olhos s\u00f3 percebem as coisas materiais e meus valores s\u00e3o bem terrenos. Quando Jesus fala,\u00a0santificado seja o vosso nome,\u00a0demonstra o respeito e a venera\u00e7\u00e3o pelo Ser Supremo. Todavia, se s\u00f3 busco Deus por formalidade e O nego sistematicamente nos m\u00ednimos gestos, n\u00e3o adianta dizer: santificado seja o vosso nome. Quando Jesus roga: venha a n\u00f3s o vosso reino, Sua alma se abre para nos ensinar que o reino de Deus est\u00e1 dentro de cada um e que para encontr\u00e1-lo \u00e9 preciso buscar com todas as for\u00e7as. Mas, se gasto a maior parte do meu tempo construindo um reinado de apar\u00eancias e futilidades, ser\u00e1 in\u00fatil dizer: venha a n\u00f3s o vosso reino. Quando Jesus profere as palavras: seja feita a vossa vontade, submete-Se fielmente ao Pai, confiante em Suas soberanas Leis. 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